terça-feira, 10 de janeiro de 2012

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Liberta de 1981: ah, sim, ganhamos com dois gols do Zico...

QUINTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO DE 2011



*Por Gustavo de Almeida


O sr. Leonardo Ribeiro disse hoje uma frase que jamais esquecerei, em entrevista ao site GloboEsporte.com: “O Flamengo tem que se libertar desta geração 81”. Presidente do Conselho Fiscal do clube, travando uma eterna guerra de bastidores contra Zico, Ribeiro resolveu apelar para a iconoclastia que caracteriza uma nova tendência de chatice, capitaneada pelos Danilos Gentilis e Rafinhas Bastos da vida: a da “bandeira anti-politicamente correto”. São pessoas que, como sabemos, em nome de uma suposta liberdade de expressão, desatam a falar sandices, com referências a Auschwitz, ao Holocausto, exercendo um sentimento libertário que mais se assemelha ao chafurdar do porco em qualquer parte do pasto do que ao vôo da águia pelas pradarias.


No afã desta iconoclastia – que nos dá saudades de verdadeiros iconoclastas, como H.L.Mencken, Paulo Francis e José Guilherme Merquior – o sr. Ribeiro resolveu “alfinetar” Zico e Júnior.


Diria Arthur Muhlemberg, uma das referências da Filosofia Rubro-Negra, que estou “acendendo vela de primeira para defunto de terceira”. Na verdade, queria sair em defesa daquilo que é uma das coisas mais preciosas da vida: a memória.


O que o sr. Ribeiro chama de “Geração de 1981”, com certa desfaçatez, meio que diminuindo, é simplesmente o alicerce do rubro-negrismo de hoje. É o que foi Dida e Evaristo para meu pai, Leônidas da Silva para meu avô. E o que talvez seja Petkovic para nossos filhos. Não estou me referindo a títulos, não me refiro nem mesmo a gols ou a dribles bonitos. Isto sempre tivemos.


Eu me refiro apenas ao sangue. Ao sangue derramado por Rondinelli nos campos inimigos do Mineirão, diante dos chutes covardes dos atleticanos. Ao sangue que corria nas veias de Zico e Junior, ao sangue que escorria dos olhos de Nunes enlouquecido após o gol em 1980, ao sangue que Adílio verteu de cortes no supercílio dados pelo covarde Mário Soto em Santiago do Chile. Ao sangue que corria nas veias de Leandro, de Marinho, Mozer e Lico, ao sangue que verteu do nariz de Lico nos jogos disputados na altitude, ao sangue que Tita derramou quando Chicão entrou de sola no joelho ainda naquela final de 1980.


E ao sangue, sim, de todos nós, que venoso é negro e arterial, vermelho, aquilo que mais Flamengo poderia ser. Nós somos todos um sangue só, eternamente derramado nos campos de batalha.


Diz o sr. Ribeiro que “o Flamengo precisava se libertar da geração 81 e ganhar outra Libertadores, outro mundial”. Quero só ressaltar: não vivo de passado: a vida é que é uma coleção de memórias, sempre. E vocês são uma das melhores memórias que tenho na vida, ao lado da do Natal de 1983 e do dia em que conheci minha mulher.


Bobagem: ganhar outra Libertadores não fará o Flamengo maior. A Lei da Física impede isto: não há como ser maior do que o Flamengo – nem mesmo o próprio Flamengo. Já disse e repito que, mesmo que o Flamengo não tivesse um título sequer, sua camisa ainda seria gigantesca, monumental, sua memória seria vasta e colossal como a de guerras romanas, sua sombra se estenderia por sobre a terra como um apocalipse feito de felicidade.


Que o sr. Ribeiro, autoridade do clube, presidente do Conselho Fiscal, me perdoe, mas quero dizer que jamais vou me libertar da geração de 1981. Porque seria como deixar de ser Flamengo. A geração de 1981 é o que me prende, tal e qual uma corda pela eternidade, aos dias, meses e anos inesquecíveis que vivi com meu pai, de 1979 a 1983, conquistando tudo, festejando todos os meses, aprendendo a ser Flamengo, até que o velho se despedisse da vida em 1984 (ano em que coincidentemente o Flamengo não ganhou nada, mas quem se importa?). A geração de 1981 me ensinou a ter raiva do vexame, a não ver nada melhor no mundo do que o Flamengo campeão, a entender que não podemos ganhar todas – mas que jamais podemos deixar de exercer esta bênção que é ser Flamengo.


Peço desculpas ao Zico, ao Júnior, ao Raul, ao Leandro, a todos os que foram citados. Não tenho procuração para falar em nome de nenhum rubro-negro, a não ser talvez daquele que se foi e que está lá ao lado de Dida e Geraldo Assoviador. Se tivesse, eu diria à geração de 1981: nunca me libertarei de vocês, pois foram vocês que me ensinaram a liberdade.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mengo Meu Dengo...


O exército de um general cego e de um soldado só
                                          Por Luiz Hélio*

Inexplicavelmente nas últimas sete rodadas o Flamengo foi transformado numa espécie de exército de um soldado só, com o Capitão Ronaldinho Gaúcho tentando todas as táticas possíveis para orientar o restante do time (?). Em verdade, um amontoado mais perdido do que soldado americano na guerra do Vietnã. É preciso entender uma coisa: R10 até faz magia com a bola, milagre não.
A questão não é apenas essa imperiosa derrota ante um Corinthians extremamente veloz e determinado a ser campeão. Não. É a forma como o time comandado pelo outrora lúcido “General” Luxemburgo vem perdendo preciosos pontos e se distanciando cada vez mais do pelotão da frente. Pra fazer um gol é como escalar a parte mais inóspita do Himalaia. Pra tomar, é como se o adversário passeasse na Disney recepcionado pelo Pateta e o Pato Donald.
Estranhamente o Flamengo tem perdido seus jogos atuando (pasmem!) como time pequeno. O rubro-negro tem jogado de forma lenta, preguiçosa, apática, manca (somente pelo lado esquerdo) e por isso mesmo totalmente previsível. Mais do que as derrotas, é exatamente esse o fator irritante. Jogar sem comprometimento, sem a tradicional e infalível raça que vem fazendo a diferença a favor do clube em todas as modalidades disputadas desde 1895.
 Afinal, já vimos o Mengo vencer batalhas fenomenais jogando com o que alguns chamam de “time feio”, formado por jogadores medianos, entrando em campo praticamente apenas com o “Manto”. Mais ainda assim, jogando como reza a consagrada cartilha flamenga: pra frente, sem medo do adversário, mostrando que daquele lado do campo tem um gigante, ainda que em alguns raros momentos da sua história, representado por atletas nanicos.
Foi assim, por exemplo, que conquistamos a Mercosul de 99 contra um super Palmeiras, em pleno estádio do Palestra Itália, anotando uma escalação titular com alguns mulambos pouco íntimos da pelota, a exemplos de Lê, Leonardo Inácio, Marcelo Rosa e Maurinho. Estes, porém, transformados em guerreiros e heróis por cumprirem uma missão simples, sempre exigida pela massa vermelha e preta: suar sangue com o coração no bico da chuteira.
O que está acontecendo com a visão do “General-Profexor” Luxemburgo? Por que tamanha cegueira em contrariar a lógica mantendo no time os seus queridinhos-perebas? Pelo amor de Deus, Luxa! Nem é bom citar os ditos. Até porque aqui não é nenhuma cornetada, só uma alertada. Lembra-te que teu cargo é o mais cobiçado do futebol brasileiro e a continuar uma derrota após outra o fervilhante caldeirão gaveano pode derreter rapidinho essa tua vaidade e teimosia.
Todos nós ficamos a imaginar o quão o talentoso Vander ¬ que começou a temporada arrebentando ¬ foi duplamente punido. Primeiro pela lamentável fratura na perna e depois por sequer ser relacionado para o banco mesmo provido de totais condições de jogo. Enquanto isso a gente tem de agüentar o botinudo... ôps, o Botinelli.
Enquanto isso, os de pouca fé desistiram do Hepta. Enquanto isso, o “General-Profexor” agora fala apenas em “Projeto Libertadores”. Enquanto isso, cada bola alçada na área do Flamengo tem o mesmo efeito de um pênalti, com praticamente 99% de chances de gol. Enquanto isso, pra ver se as coisas melhoram ao menos um tiquinho a gente espera que Léo Moura, Willians e Thiago Neves ainda consigam fazer suas reestreias neste Brasileirão.
Enquanto isso, a Nação tem é de apoiar, não há outra saída. Criticar sim, mas lotar o estádio, gritar “queremos raça” logo na entrada do time (pros caras já ficarem espertos), cantar durante todo o jogo e só vaiar se o resultado ao apito final for o de mais uma presepada. Assim é que se cobra, porque esse lance de invadir CT é coisa de maloqueiro desocupado que não sabe nada de futebol.
E ninguém quer pagar os mesmos micos dos aloprados de Itaquera, não é mesmo? No mais, sim, apesar da momentânea cegueira, Luxa ainda é o melhor técnico para comandar o Mais Querido do Mundo. Tem lombo calejado e é rubro-negro. Quem mais poderia entrar em seu lugar neste momento? Não, nem adianta falar nomes, não existe e fim de papo.
O que o Flamengo deveria fazer daqui pra frente era adotar o método-sapatinho-humildemente-inteligente traçado pelo mestre Tromba em 2009, que afastou do Mengão todos os carcarás agourentos da imprensa “não-especializada” e os “arcoiristas sem gozo com os próprios times”, nos fazendo galopar triunfantes rumo ao Hexa. Com o sábio e sangue bom Andrade o negócio foi assim: no primeiro passo livra-se do fantasma do rebaixamento chegando aos 46 pontos. Em seguida, vai subindo como quem não quer nada, tipo “só-queremos-uma-sulameriquém”.
De repente, mais repente que o repente, quando estivermos bufando (com a boca, entenda-se, por favor! Igual aos velozes alazões e não como fez o até hoje incógnito mulambo lá no Ninho dia desses) no cangote dos pangarés paraguaios, então a gente desconversa e diz: “que nada, estamos a fim só de uma libertazinha mesmo, podem relaxar”.
E pronto, a partir daí entra em cena o mais poderoso triunvirato do esporte mundial: a mística do Manto, a força cósmica da Magnética e o Dr. Imponderável de Souza Rubro da Silva Negro anunciando o famoso e inapelável: “Deixou Chegar F...”.

Luiz Hélio é Flamengo, poeta e jornalista.
Embaixada FLA-Juazeiro/BA.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PARABÉNS PRA VOCE QUE É FLAMENGO...



 - Deivid, Vai Ser De Quanto Esse Jogo, Meu Brother?

Vou começar parafraseando, com todo o respeito, o grande rubro-negro Dr. Roberto. Porque depois do jogo de ontem não dá pra guardar nada em casa. Meninas, anotem isso: – Se um dia eu vier a faltar, podem ter certeza que foi por causa do Flamengo.

Né sacanagem, não. Mas haja coração pra aguentar o Flamengo. O cara que escolhe essa vida de fechar com o certo precisa ter nervos de aço, coração de leão, estomago de avestruz e cabeça de dinossauro.
Adilson Barros e Julyana Travaglia, que assinaram a belíssima reportagem sobre o jogo no Globoesporte.com, melhor dizendo, sobre o King Kong Muito Boladão de Emoções que rolou nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Brasileirão, disseram que era difícil achar um adjetivo para qualificar o que Santos e Flamengo fizeram.

Porra, se os caras que estão lá na beira do gramado, de crachá e verba pro lanche, respirando a atmosfera pura da partida acharam difícil definir, imagina o mulambo aqui cheio de cerveja na ideia assistindo ao jogo com a TV sem som à mais de 400 quilômetros da parada. Foi muita pressão, amigos. Vou falar na sinceridade pra vocês, depois do 5×4 no fim do segundo tempo eu percebi que tava solto na buraqueira, na garupa do Bozo mesmo. Aí já era tarde demais pra escrever alguma coisa que prestasse. Mas vamo sempre na humildade, me ajuda aí galera.

Esquecendo um pouco a ordem cronológica das paradas vamos começar dando moral pra Ronaldinho Gaúcho. PQP, o maluco jogou muito. Jogou tanto que criou um problema na programação da Globo. Vocês estão ligados que o Ibope é um vício pior que Facebook. O cara meteu 3 gols, fez chover, mandou soltar e mandou prender na melhor partida transmitida pela emissora no ano inteiro. Xiii, Marquinhos, e agora?

Não dá pra esperar até domingo pra Ronaldinho pedir uma música no Fantástico. E aí, como faz? Revogam a aposentadoria do Cid Moreira na Flórida pro cabeça branca fazer uma aparição extraordinária no meio do Jornal Nacional de amanhã pro Gaúcho pedir uma do Exalta? Ou dá um break no meio da novela da Bruna Surfistinha pra geral ouvir Marrom Bombom com Os Morenos? Alguém precisa ver isso rápido.

Ficou uma lição pra cornetolândia: foda-se que Ronaldinho não quis se atrasar pra festcheenha de sábado e preferiu não jogar com os cearistas. Ronaldinho, e Thiago Neves também, se guardaram pros grandes momentos, pros jogos que realmente importam. Foi pra isso que eles vieram pro Flamengo.

O começo do jogo foi teatro dos vampiros, só desgraça desde antes que o ponteiro chegasse nos 5 minutos. Passou na cabeça de todo mundo aquela preocupação: essa invencibilidade não vale de porra nenhuma, os caras tão botando a gente na roda. E antes mesmo que esse raciocínio simplório percorresse nossas sinapses já tava 2 x 0 com o puto do Neymar dando um passe deitado na frente do Wellinton pro Borges fazer gol. 

Esquisito, né?

E aí, pra completar a tragédia me deixam o maluco livre mais uma vez pra esculachar o Angelim com um drible de PlayStation. Na moral, amo, respeito e dou moral pro Angelim, mas a posição que ele ocupa devia ser que nem a de ministro do STJ, depois de uma certa idade a aposentadoria tem que ser compulsória. Ultimamente o Angelim está sempre duas doses atrás da humanidade. Pede pra sair.

Mas foi depois do terceiro gol da sereias que rolou a faísca que incendiou a partida. Até então era um jogo onde um time acertava tudo que tentava e o outro errava tudo. Tava 3 x 0 pros caras, mas nós já tínhamos tido 4 chances cristalinas. Mas quem ia acreditar nesse mimimi se o jogo acabasse naquele momento?

Mas tal faísca provocou a ignição divina e o Mengão, sempre no perrengue máximo, foi buscar. Incrível, fantástico, extraordinário. Depois da previsível bizarrice do Elano no penal, com direito a esculachamento master em forma de embaixadinhas “recurso técnico”do sinistro Felipe, o Mengão chegou no 3 x 3 com um gol de quina de coco do Deivid. Unbelievable! Mas o até hoje o Flamengo não sabe o que é descer pro vestiário perdendo nesse Brasileirão. Nossa invencibilidade é mais pura, nosso cabaço é de adamantium.

O segundo tempo não vou nem explanar. Porque não precisa. Foi sacanagem o que o Flamengo fez com as sereias espevitadas da Vila. Acabamos com a marra delas categoricamente. Mesmo com saída do espetacular moleque Luís Antônio, O Tranquilão, o Mengão Raspador de Moicano não perdeu a pegada e continuou a espremer o peixe na sua própria frigideira. Léo Moura, depois de muito tempo, resolveu visitar a famosa linha de fundo e o Flamengo começou a mostrar porque é Flamengo.

O 4 x 4 já foi consignado com requinte de crueldade na cobrança de falta canalha de Ronaldinho. Nessa altura do baba quem fecha com o certo e até quem fecha com o errado já pressentia que essa história de tabu é pros fracos e que o Mengão ia zoar com o peixe na casa deles outra vez. O Santos era um time de uma jogada só, bicuda na direção do Neymar pra ver se ele arrumava alguma encrenca. E injustificadamente blindado pelo juiz banana o moleque fanfarrão deu porrada, se jogou e chorou o jogo inteiro. Mas só recebeu seu merecido amarelo aos 47 do segundo tempo.

Mas nessa hora o Flamengão Fuderosão Mega Calador de Bocas já tinha feito barba, cabelo e bigode. Ronaldinho deixou mais um ovo no balaio do Santos, era o artilheiro do Brasileiro, jogando no time com o melhor ataque da competição. 5 x 4 no placar e silêncio sepulcral na arcoirislândia. Era a deixa pra começar o carnaval de junho na Nação Rubro-Negra onde o Sol nunca se põe. Agora vagabundo vai ter que aturar.
Entendam, seus pelasacos. O Santos é coletivo. Mas São Judas Tadeu é particular.

Como é bom ser Flamengo. Só quem é que sabe.

FONTE: Arthur Muhlenberg - Blog do Flamengo da Globo.com

terça-feira, 26 de julho de 2011

Fla pode estampar marca da Unicef em sua camisa.


Flamengo ainda não fechou com nenhum patrocinador master para estampar a camisa do time de futebol. Com muitas empresas oferecendo valores abaixo do esperado pela diretoria e pela Traffic, o clube pode adotar a marca da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em vez de deixar a camisa lisa até o fim do ano.



O acordo ainda não foi aprovado, mas se não for acertado nenhum patrocinador, a Unicef deve aparecer na camisa no mês de outubro. O Barcelona, da Espanha, chegou a estampar a marca na camisa até a temporada passada. Porém, ao contrário do Flamengo, que divulgaria a marca de graça, o Barça pagava para ter o logotipo em seu uniforme.


Neste domingo, o Flamengo divulgou uma nota oficial, confirmando que está iniciando conversações com a Unicef, no sentido de construir um projeto social de âmbito nacional e internacional, visando garantir a valorização dos direitos da criança e do adolescente, uma bandeira do Unicef.


Fonte: Lancenet

segunda-feira, 20 de junho de 2011

RESPOSTA DE UM GRANDE POETA RUBRO-NEGRO A UM JORNALISTA TORCEDOR DO SPORT RECIFE...

RESPOSTA À REPORTAGEM: " Essa vai para os alienados "cariocas" juazeirenses que teimam a se apegar a uma ilusão criada pela Rede Globo. "

 

" Não me contive. Tive de responder a um colega jornalista petrolinense a provocação a mim direcionada. As vezes penso em ignorar por completo, mas é que esse lance de mexer com o meu Mengo me dá uma sucessão de sobressaltos e não tenho como ficar calado. Segue abaixo minha resposta na íntegra... "

Luiz Hélio.

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Nunca, JAMAIS disse que era ou me senti carioca. Não preciso disso para amar o Flamengo, o clube do povo, o mais nacional time do futebol brasileiro. Sentimento de paixão e de amor é algo que independe de fronteiras e nem pode ser imposto por imbecis regionalismos separatistas, imbuídos de um nítido complexo de vira-latas.

Tenho pena é dessa gente cheia de ranço, de rancor e de frustração e ainda por cima DESINFORMADA. Rede Globo???? Vai estudar melhor a história sócio-cultural e midiática brasileira, ó "analfa" funcional! Um pouquinho só de leitura sobre a influência da imprensa brasileira desde as primeiras décadas do século passado o fará rever esse
tosco e superficial pensamento de que tudo nasceu a partir da Rede Globo.

O apebeuta jornalista já ouviu falar na Rádio Nacional, que retransmitia para os mais recônditos rincões as novelas, as vozes de ouro dos grandes cantores e das divas e, naturalmente, também as emoções do campeonato de futebol da então capital da federação desde os anos de 1930? Enquanto a imprensa das capitais do resto do país só se preocupavam com o público das respectivas capitais, como por exemplo, Salvador  e o "Ricife" (vice?).

E por que o Flamengo quando também tinhamos outros três tradicionais times? Fenômenos não se explicam, eles apenas surgem e pronto. Ainda mais quando o mesmo vai gerando ídolos aos montes, craques da estirpe de um Leônidas, Domingos da Guia, Zizinho, Dida, Zico, Adílio, Júnior e tantos outros. O sóciologo Roberto Damatta bem definiu: "O futebol é um fenômeno social inexplicável. E o Flamengo, com a sua imensa torcida que se assemelha a uma nação é o clube brasileiro que melhor define tal fenômeno".

Nesse caso, o máximo que a midia pode fazer (no caso da Rede Globo) é, por motivos óbvios (fascínio exercido no público que gera gigantesca audiência) mitificar tal fenômeno. Tão somente isso.

Se tivesse que torcer pelos times locais (por absurda motivação regionalista) eu então torceria pelo Juazeiro Social Clube, pois não tenho (nem nunca tive) motivação alguma que me levasse a torcer pelos times de Salvador, Bahia e Vitoria. Assim como o caro teria de torcer pelo Petrolina e não pelo Ispó. Ou só porque estudou no "Ricife" agora renega as suas origens ribeirinhas e sertanejas??? E não me venha com essa enfadonha e rícula, induzida por uma clara baixo-estima, ideia de que: "ah porque o povo do sul/sudeste nos discriminam". Faz-me rir... o preconceito que um carioca, paulista ou gaúcho tem pelo nordestino é o mesmo que o babaca de Salvador tem pelas "roças do interior" e o recifence otário tem pelo povo do sertão pernambucano. Qual a diferença? Gente imbecil tem em todo lugar.

Pra finalizar, preciso deixá-lo informado de que a nota (COM RESSALVA) da CBF foi clara, apenas para cumprir a ordem judicial, não por vontade da mesma. A guerra agora que começou. Antes de comemorar mais uma vez o "título de tribunal" conseguido na marra na Justiça Comum, rasgando e ignorando por completo a ética esportiva, saiba que o poderoso Clube de Regatas do Flamengo, com a anuência da CBF, recorrerá à entida máxima do futebol mundial, a FIFA. Seu insignificante timeco de segunda agora é que vai sentir o verdadeiro peso do Gigante. Espero que troquem de lugar com o Santa Cruz (o verdadeiro e único time grande de Pernambuco) nos confins da quarta divisão e de lá passem direto para o limbo do esquecimento. A bola pune e os deuses do futebol não perdoam.

Aguarde...

SRN do ORIGINAL e Hexa Brasileiro (além de campeão do Mundo e de tantas outras glórias).

"TRANSITADO EM JULGADO É O APELIDO DO MEU OVO".



Luiz Hélio: 74 9123 7071 - 8812 1074
MSN: flapoeta10@hotmail.com
Skype: heliopoeta
Twitter: @helioflapoeta

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Um domingo qualquer...


Era um dia frio, sem chuva. Seria um dia chato, não fosse o Maracanã lotado e a expectativa de um título. Ele não era fanático, sequer tinha visto o estádio lotado na vida, até então. Tinha 13 anos e torcia, timidamente, para o Palmeiras, apesar de morar no RJ.


Naquele domingo seu pai o levou na final. De bandeira, camisa e ingresso na mão, chegou assustado com a multidão. Entrou faltando 15 minutos pra começar e, quando olhou em volta, disse: “Pai, quantas pessoas tem aqui?!?”.


- Muitas, filho… uma nação inteira, disse o pai.


Aquela multidão explodiu em faixas, bandeiras e papel picado minutos depois. O garotinho se encolheu com medo e sentou. Com 1 minuto de jogo a torcida levantou e não deixou que o guri visse mais nada. Ele ouvia, sentia, mas não assistia.


Seu pai, rubro-negro fanático, não tinha muita esperança de que seu pivete palmeirense um dia se envolvesse com futebol. Jamais mostrou grande interesse, e só torcia porque tinha um amigo que era palmeiras.


O Flamengo saiu ganhando, mas não bastava. Tinha que ser com 2 gols de diferença, ou nada. Seu pai explicou que “faltava um”, e o garotinho não entendeu. Afinal… vitória não é vitória de qualquer jeito?


Sofreu um gol, e ele não tirou sarro do pai como sempre fazia. Ficou triste, como que contagiado pela multidão. O outro lado, 40% do estádio apenas, fazia barulho, e ele ouvia o silencio da nação a sua volta. Segundo ele, o silencio mais dolorido que já escutou na vida.


O Flamengo fez o segundo, e o garotinho, se envolvendo com o jogo, vibrou. Pulou no colo do seu pai e o abraçou como se fosse um legítimo urubuzinho.


Não era, ainda.


A torcida começou a cantar o hino, que ele sabia de cor de tanto ouvir o pai cantar. Pela primeira vez, cantou num estádio, e fez parte da nação. A angustia de milhares não passou em branco. Em mais alguns minutos o garotinho suava e já rezava de mãos grudadas ao peito.


O Flamengo virou, mas não bastava.


40 minutos do segundo tempo. Mesmo com 2×1 no Placar, a nação ouvia gozações do outro lado. Ele não entendia, e fez o pai explicar, mesmo num momento dramático do jogo.


Atencioso, o pai sentou e contou pro garoto que o Flamengo precisava ter 2 gols de vantagem, porque a vitória por um gol empataria a soma de 2 jogos, e o empate era do rival. Ele não entendeu bem, mas simplificou em sua cabeça: “Mais um e ganharemos”.


Opa… “ganharemos”? Ele não era palmeirense?


E então, aos 43 minutos, onde alguns já se mexiam na direção da saída, uma falta do meio da rua. Seu pai vibrou e ele questionou: “O que foi? Foi pênalti!? “


- Quase isso, filho!! Dali pro Pet é pênalti!!, profetizou o pai, ignorando a distancia da falta.


A cobrança… o silencio eterno de 1 segundo e a explosão. Gol do Flamengo!


Petkovic!


E seu pai o abraça como nunca abraçou em toda sua vida. Pula, joga o garoto pra cima, beija, chora…

O garotinho, numa mistura de susto com euforia, olha em volta e, de braços abertos, comemora em silencio um gol que não era dele. Sem razão, ele chora. E chorando, abraça o pai que, preocupado, rompe a alegria e pergunta: O que foi? O que foi? Se machucou?


- Não… Eu to feliz, pai!

Sem mais palavras, o pai sentou e abraçado ao garotinho deu um abraço de tricampeão. O jogo acabou, e os dois continuaram abraçados.

A festa rolando, os dois assistindo a tudo aquilo emocionados, o garotinho absolutamente embasbacado com a cena, já que nunca havia visitado um estádio lotado, muito menos uma decisão. O pai olhava pro campo e pro filho, porque sabia que, talvez, aquele fosse seu único momento na vida onde teria a imagem de seu garoto comemorando um titulo do time dele.

E chorava, sem vergonha nenhuma de quem estivesse em volta.

O menino foi embora pensativo, eufórico. Em casa, contou pra mãe com uma empolgação incomum sobre tudo que viveu naquela tarde. E não falava do jogo, apenas da torcida. Iludido por uma frase, contou pra mãe:

- Aí, no finalzinho, teve um pênalti! E o Flamengo fez o gol…

- Não filho… não foi pênalti! Foi de falta.

- Mas você disse que foi pênalti…

- Era modo de falar…. hahahahahah

- Então, mãe… aí, o cara fez o gol e a gente foi campeão!!!

Pronto. Aquele “a gente” fez o pai parar de colocar cerveja no copo, virar a cabeça lentamente e perguntar, com medo da resposta:

- A gente, filho?

(silencio…)

- É pai! O Mengão!!!!!

Emocionado, o pai abraçou o garoto e não falou nada. Ali, seu maior sonho virava realidade. A mãe entendeu, deixou os dois na cozinha e saiu de fininho, enquanto o pai começava a contar de uma outra final que viveu em mil novecentos e bolinha, com toda a atenção do novo rubro-negro.

Hoje o garoto tem 21, completados há alguns dias.

Quando seu pai perguntou o que ele queria de presente este ano, a resposta foi essa:

- Dois ingressos, uma bandeira, a camisa nova e ver você chorando igual aquele dia.

E há quem diga que “futebol é bobagem”…

Abs,

terça-feira, 10 de maio de 2011

Museu do Flamengo lança "PAPO DE RUBRO-NEGRO".



O Museu do Flamengo, em parceria com a Olympikus/Fla Concept, está lançando um projeto de Happy Hour, chamado "Papo de Rubro-Negro".

A idéia é juntar colecionadores, historiadores, jornalistas, escritores, personalidades rubro-negras, etc, pessoas interessadas em acervos e assuntos gerais vinculados à história do Flamengo.

Inicialmente, o evento será promovido uma vez por mês e, nessa primeira edição, homenagearemos o cartunista Lan. (ver convite, anexo).

Nessa exposição mostraremos 22 desenhos, onde o cartunista expressa a sua "carioquice-rubro-negra".

Para que todos tenham um maior entendimento dos objetivos do projeto "Papo de Rubro-Negro", informo que na edição de junho estamos programando uma homenagem aos 50 anos da conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1961. Esse torneio, cujo vencedor tinha status de campeão nacional, foi conquistado numa época de ouro do futebol brasileiro, onde os principais Clubes do Rio e São Paulo tinham em sua fileiras verdadeiros monstros sagrados.

Na oportunidade, vamos pleitear que a CBF reconheça o título do Rio-São Paulo de 1940. Naquela ocasião, só houve o primeiro turno e o Flamengo, juntamente com o Fluminense terminaram empatados. Após desistência dos times de SP, a CBD, simplesmente, deu o torneio por encerrado, sem proclamar os campeões. Como em 1966, houve o encerramento do torneio antes de seu final e quatro equipes (Botafogo, Vasco, Santos e Corinthians) foram declaradas campeãs, pleiteamos o mesmo reconhecimento.


Curiosidades:

Em 1961, Dida foi o artilheiro do Flamengo e Gerson, o principal jogador rubro-negro na competição.

Na edição de 1940, Leônidas da Silva foi o artilheiro e principal jogador da competição.


Que maravilha seria se as distâncias fossem menores e pudéssemos prestigiar os eventos que todos promovemos, Brasil afora, não é mesmo?


SRN,

Mauro Chaves
Direto de Patrimônio Histórico e
Diretor do Museu do Flamengo.